5 de agosto de 2016

Entrevista com escritores: Paulo de Castro

Olá, pessoal!
Fiz uma pequena entrevista com o escritor Paulo de Castro, autor do livro "O Androide", que já foi resenhado aqui no blog. Muito obrigada pela oportunidade, Paulo!
Confira:

MSP - Minha Secreta Poesia
PC - Paulo de Castro

MSP: Quando você decidiu que queria se tornar escritor? 

PC: Eu sempre gostei muito de ler, e isso acabou me influenciando na escolha do curso superior de biblioteconomia. Como eu tinha algumas ideias e já estava profissionalmente estável, pensei: por que não? 

MSP: Você se inspirou em alguma obra já publicada ou em algum escritor? Se sim, qual? 

PC: Eu me inspirei principalmente no “1984” de George Orwell. O H1N1 é uma homenagem ao Big Brother (Grande Irmão). Eu havia lido o livro há muitos anos e só o reli depois, quando “O androide” já estava pronto. Outra obra que me influenciou foi o “Eu, robô”, do Isaac Asimov. Para dizer a verdade, não havia lido o livro quando comecei a escrever, mas conhecia as três leis da robótica. Durante o trabalho de pesquisa para escrever “O androide” eu cheguei a cogitar lê-lo, mas desisti. Como a temática era muito parecida, achei que poderia me influenciar além da conta. Li depois que entreguei o manuscrito para a editora. O legal é que eu achei que havia muita coisa parecida. 

MSP: Qual é o seu personagem favorito do livro? 

PC: Eu gosto de todos os personagens do livro, mas acho que todo autor tem um carinho especial pelo protagonista, pois acaba que a ele são reservadas as maiores glórias. No projeto original, apenas o JPC e o H1N1 teriam flashback. O passado de JPC explicaria o início dos robôs na sociedade até a guerra. E de H1N1 para explicar como ele havia chegado ao poder. No entanto, eu me vi obrigado a escrever um capítulo para contar o passado de NCL, principalmente para explicar o motivo pelo qual ela resolve se juntar aos dois androides na empreitada de trazer os humanos de volta. Como três, dos cinco personagens principais, já tinham um capítulo para introduzir-lhes o passado, não fazia sentido deixar os outros dois de fora. O capítulo do androide caçador, o HAO, veio super fácil. Mas o passado de OPR não. Demorei meses para consegui escrever o capítulo e confesso que não fiquei satisfeito com algumas coisas. 

MSP: Você possui algum escritor favorito? 

PC: Nossa, gosto de muita gente. Gosto muito de literatura nacional e para não citar uma lista enorme, vou me ater a dois, que li esse ano: Milton Hatoum e Fernando Morais. Gosto muita da literatura portuguesa também, principalmente o Eça de Queiroz e o José Saramago. Gosto também de escritores americanos como: Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald e Aldous Huxley, ingleses: Jane Austen e Oscar Wilde, franceses: Victor Hugo, Alexandre Dumas e Albert Camus, e os russos: Fiódor Dostoievski e Leon Tolstoi. Nossa, são muitos, não dá para citar todos. Comecei a ler também a série “Game of Thrones” do George R. R. Martin e estou gostando muito. 

MSP: Você encontrou alguma dificuldade para publicar o seu primeiro livro? 

PC: Sim. No começo é bem complicado. Você recebe muitos “não” de várias editoras. Pensa em desistir e tal. E todo o processo é bastante moroso, demora de três a seis meses para a editora dar o retorno sobre o manuscrito. E depois do lançamento, começa outro desafio que é dar publicidade para o livro. O importante é não desistir. 

MSP: Quais são os seus planos literários? Pretende publicar outro livro futuramente? 

PC: Eu gostaria de publicar outro sim, mas depende da recepção e das vendas de “O androide”. 

MSP: Na sua opinião, a literatura nacional é valorizada ou ainda há um certo preconceito entre os leitores? 

PC: Todos os meus amigos gostam de literatura nacional então não sinto muito esse preconceito. No entanto, estou baseando minha opinião num universo muito pequeno. Agora, por meio de entrevistas, percebi que muitos autores nacionais dizem serem mais conhecidos no exterior, principalmente na Europa, que no Brasil. Como autor, não deu para perceber ainda se há uma resistência entre os leitores ao “O androide”. 

MSP: Gostaria de deixar uma mensagem para os leitores? 

PC: Claro. Espero que todos gostem e apreciem a leitura de “O androide”. E que, há um mistério na obra. Uma pequena charada em que a resposta não se encontra no livro. Isso não atrapalha o entendimento da estória, então, não se preocupem. Quem ainda não leu e quiser encarar esse desafio: leia o livro. Quem leu e ficou sem entender alguma coisa, pode me mandar uma mensagem pela página do facebook: bookoandroide, que eu conto a resposta da charada. E quem leu e conseguiu matar a charada, também pode me mandar uma mensagem lá.

E vocês, já leram "O Androide"?

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